Escândalo sem precedentes na gestão do prefeito André da Ralpnet. O SLZMA apurou os detalhes dos bastidores e traz à tona os documentos oficiais para que toda a população de Pinheiro tome ciência de como o dinheiro público está sendo gerenciado.

O município oficializou um “pacotão” de contratos de publicidade institucional que soma impressionantes R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para apenas 12 meses de vigência.
Os extratos foram assinados no dia 20 de fevereiro de 2026 com uma única empresa: a AG10 PROPAGANDA LTDA – EPP. No entanto, apesar das cifras milionárias registradas no papel, recebemos informações exclusivas de bastidores apontando que a prefeitura não estaria realizando os repasses financeiros devidos para a agência contratada.
O Escândalo dos R$ 2,4 Milhões da Educação Básica
O ponto mais crítico da apuração revela que mais da metade de toda a verba da propaganda foi retirada diretamente da pasta da Educação pública do município. Do total de R$ 4 milhões, exatos R$ 2.400.000,00 saíram de fundos carimbados que deveriam manter escolas e valorizar professores:
R$ 1.600.000,00 foram retirados diretamente do FUNDEB (Contrato nº 0313105.1/2026).
R$ 800.000,00 foram retirados do MDE (Manutenção e Desenvolvimento do Ensino).
Desorganização no Diário Oficial
A desorganização técnica da gestão também ficou escancarada no Diário Oficial. No maior contrato do pacote (o do FUNDEB), a prefeitura registrou em algarismos o valor de R$ 1.600.000,00, mas escreveu por extenso “um milhão e quinhentos reais”, “esquecendo” de mencionar seiscentos mil reais por extenso. A falha grosseira põe em xeque a revisão jurídica dos atos do prefeito.
O Raio-X do “Pacotão” de R$ 4 Milhões:
Para que a população de Pinheiro fique ciente, a reportagem detalha a divisão da gastança assinada pelos secretários municipais:
Educação (FUNDEB): R$ 1.600.000,00 (Sec. José Arlindo Silva Sousa)
Educação (MDE): R$ 800.000,00 (Sec. José Arlindo Silva Sousa)
Administração e Finanças: R$ 700.000,00 (Sec. Carlos Alberto Costa da Luz)
Saúde: R$ 500.000,00 (Sec. José Eduardo Sarmento Pires de Sá)
Assistência Social: R$ 400.000,00 (Sec. Thalia Costa Liam)
A enorme discrepância entre o dinheiro que entra nas contas carimbadas da cidade e o montante repassado para autopromoção política deve pautar debates intensos nos órgãos de controle e fiscalização do Estado, como o Ministério Público do Maranhão (MPMA) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Cabe agora ao prefeito André da Rapnet e aos seus secretários explicarem aos pinheirenses os critérios que justificam gastar milhões da educação básica com publicidade enquanto as reais necessidades do povo continuam sem resposta.
Enquanto áreas essenciais como saúde e assistência social enfrentam graves dificuldades operacionais, o marketing político virou prioridade orçamentária em Pinheiro. O SLZMA segue acompanhando o caso para cobrar transparência sobre o destino real desses recursos. Fonte: slzma

Graduado em Jornalismo, Luiz Antonio Morais é pós-graduado em Design Gráfico e Publicitário. Mantém o blog desde 2008, um dos mais antigos do Estado.





