Os bastidores dos Governos Federal e do Estado estão em agitação desde que o presidente Lula da Silva (PT) e o governador Carlos Brandão (sem partido) reuniram suas equipes para definir o futuro dos ministros e secretários que devem encarar as urnas nas eleições de outubro.

No Maranhão, o processo de desincompatibilização foi deflagrado pelo governador Carlos Brandão na primeira reunião de 2026 com o primeiro escalão do Governo, durante a qual aproveitou para orientar os secretários e subsecretários pré-candidatos a deixarem os seus cargos na segunda quinzena de março e não no dia 04 de abril, quando faltarão exatos sei meses para as eleições. Ao contrário do que era previsto, a relação de pré-candidatos não é extensa, mas é expressiva.
O nome de maior peso a deixar o Governo será o administrador Orleans Brandão, que pedirá demissão do cargo de secretário de Assuntos Municipalistas para se candidatar ao Governo do Estado pelo MDB. Sua candidatura foi inclusive confirmada pelo governador Carlos Brandão durante a reunião com os secretários, deixando em todos os auxiliares de que se trata de um projeto consolidado e irreversível.
Decididos a disputar cadeiras na Câmara Federal, deixarão seus cargos os secretários de Planejamento e Orçamento, contabilista Vinícius Ferro, que vai encarar as urnas pela primeira vez, e o de Agricultura Familiar e Economia Solidária, advogado e bancário Bira do Pindaré (PSB), um político veterano ex-petista que já foi deputado estadual e deputado federal. Na avaliação de fontes governistas, os dois têm cacife para conquistar os mandatos pretendidos.
A guerra por cadeiras na Assembleia Legislativa é a que atrairá o maior números de candidatos saídos da equipe de ponta do Governo: seis secretários de Estado. A lista começa com o chefe da Casa Civil, o médico Sebastião Madeira (PSDB), um veterano com quatro mandatos de deputado estadual e dois de prefeito de Imperatriz, trajetória enriquecida como dirigente partidário, tendo sido um dos fundadores do ninho dos tucanos no Maranhão e destacado dirigente do PSDB no plano nacional.
Um dos quadros mais destacados do secretariado, o advogado Tiago Fernandes, que comanda a poderosa a influente Secretaria de Estado da Saúde, deixará o cargo na segunda quinzena de março para pleitear uma cadeira na Assembleia Legislativa, segundo os passos do seu antecessor no cargo, o atual deputado estadual e candidato à reeleição Carlos Lula (PSB), que faz oposição ao Governo. O secretário Paulo Casé, que é arquiteto, deixará o comando da igualmente importante Secretaria de Desenvolvimento Social para disputar uma cadeira no parlamento estadual, já estando anunciando dobradinha com o irmão, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que comanda o União Brasil no Maranhão.
A médica Natássia Weba (Podemos) deixará o comando da Secretaria de Estado de Ciências e Tecnologia para entrar na guerra pelo voto, levando o propósito de substituir o pai, Wemetério Weba (PP), que teve mandato de deputado estadual cassado no final do ano passado – no meio político, ela é apontada com uma candidata forte. Já Abigail Cunha, que é advogada, (PL) deixará a Secretaria da Mulher para reassumir seu mandato na Assembleia Legislativa e ser candidata à reeleição – sua cadeira é hoje ocupada pelo suplente Pará Figueiredo (PL). E finalmente, o secretário de Cultura, Yuri Arruda, que é engenheiro civil, anunciou que deixará o cargo para tentar trabalhar quatro anos no Palácio Manoel Bekcman.
Trata-se de um time forte, com boa qualificação e que, cada um ao seu modo, reuniu cacife para entrar na disputa. E pelo que está evidenciado, tanto os dois candidatos a deputado federal quanto os sete que aspiram cadeiras na Assembleia Legislativa estão mobilizados em torno do candidato a governador da base governista.

Graduado em Jornalismo, Luiz Antonio Morais é pós-graduado em Design Gráfico e Publicitário. Mantém o blog desde 2008, um dos mais antigos do Estado.





