A ex-governadora do Maranhão e deputada federal licenciada Roseana Sarney (MDB) voltou a falar sobre seu tratamento contra o câncer e a possibilidade de retornar à vida política em 2026.

Em entrevista ao portal Metrópoles, a ex-governadora relatou os desafios enfrentados desde o diagnóstico e afirmou que uma eventual candidatura ao Senado dependerá de sua plena recuperação.
Roseana está em tratamento desde agosto de 2025, após ser diagnosticada com câncer de mama triplo negativo, considerado um dos tipos mais agressivos da doença. Atualmente, ela divide a rotina entre São Paulo, onde realiza sessões de quimioterapia, e o Maranhão.
Ao recordar o momento em que recebeu o diagnóstico, a ex-governadora afirmou que os exames confirmaram um quadro mais avançado do que imaginava.
“Não achei que fosse uma coisa tão avançada, mas os outros exames confirmaram”, afirmou Roseana. “Você tem de ter calma primeiro, tem de ter resiliência e tem de acreditar que você vai vencer. E mais do que isso, a fé [tem que] te mover nessas situações todas”.
Esta é a segunda vez que Roseana enfrenta um câncer. Em 1998, ela também recebeu o diagnóstico da doença e passou por quatro cirurgias. Segundo a ex-governadora, a fé e a disposição para enfrentar as dificuldades foram fundamentais ao longo do tratamento.
“Acho que você tem de pensar: ‘se você [a doença] vem para me derrubar, [sou] eu é que vou te derrubar, não você que vai me derrubar. Se você quer me dar pau, eu vou te dar a pau também’… Estou brincando, mas eu sempre tive esse espírito. Eu nunca tive aquele espírito [de]: ‘ah, coitadinha, está ruim’. Nunca, nunca. Mesmo nas piores horas, que eu já tive muitas horas bem ruinzinhas, eu sempre me agarrei na fé e esse meu espírito, vamos dizer assim, positivo, [e na] minha disposição para viver”, disse.
Com a evolução do tratamento e a retomada gradual das atividades, o nome de Roseana voltou a ser citado entre os possíveis candidatos ao Senado nas eleições de 2026. O cenário político maranhense passou por mudanças recentes após o anúncio do deputado federal André Fufuca (PP) de que deverá integrar o grupo do pré-candidato ao governo Eduardo Braide (PSD), movimento que ampliou as especulações sobre uma eventual candidatura da ex-governadora na chapa ligada ao grupo do governador Carlos Brandão (MDB).
Apesar das articulações políticas, Roseana afirmou que ainda considera prematuro discutir uma candidatura e destacou que sua prioridade continua sendo a recuperação da saúde.
“Quando me perguntam se vou ser candidata ao Senado, eu digo que ainda falta muito tempo. Até as convenções, muitas águas vão rolar. Eu não seria nunca uma deputada ou uma senadora apenas para ter o título. É preciso ter disponibilidade e disposição para trabalhar pelo Estado”, afirmou.
Licenciada da Câmara dos Deputados há mais de um ano, a ex-governadora pretende concluir esta etapa do tratamento em São Paulo antes de retornar ao Maranhão e avaliar o quadro político do estado.
Durante a entrevista, Roseana também revisitou um dos episódios mais marcantes de sua trajetória política: a Operação Lunus, deflagrada em 2002, quando liderava as pesquisas para a Presidência da República. A ação da Polícia Federal acabou provocando sua saída da disputa eleitoral naquele ano.
Ao analisar o episódio duas décadas depois, a ex-governadora disse que passou a encarar os acontecimentos de outra forma.
“A minha leitura é a seguinte: é porque não tinha de acontecer, eu não devia estar preparada. Eu digo assim: ‘bom, se aconteceu, eu não devia estar preparada, não era para acontecer’. Então, deve ter sido o melhor para mim na época”, relembra a ex-governadora.
“Acho que a gente nunca deve trabalhar com esses cenários [hipotéticos], sabe por quê? Puxa a gente para trás”.
A entrevista foi concedida ao portal Metrópoles, em São Paulo, onde Roseana segue em tratamento e acompanhando à distância as movimentações políticas para as eleições de 2026 no Maranhão.

Graduado em Jornalismo, Luiz Antonio Morais é pós-graduado em Design Gráfico e Publicitário. Mantém o blog desde 2008, um dos mais antigos do Estado.





