O cardiologista e clínico médico Wendel Silva Issi explica se há um hábito mais eficaz em ajudar no controle da pressão arterial

De acordo com o médico, controlar a pressão arterial “não depende de um único hábito milagroso”. O especialista da Clínica Saint Moritz, de Brasília (DF), salienta que “frear” a força com que o sangue exerce contra a parede das artérias requer “adotar um conjunto de atitudes consistentes no dia a dia.”

A pressão alta acontece devido a uma combinação de fatores genéticos e estilo de vida, incluindo obesidade, sedentarismo, rotinas alimentares pouco saudáveis, tabagismo, além do excesso de álcool e estresse
“As evidências mostram que medidas como reduzir o sal, adotar a dieta DASH [plano alimentar rico em nutrientes e focado na redução da pressão arterial e melhora da saúde cardiovascular], perder peso e praticar atividade física têm efeitos semelhantes, com quedas médias de 4 a 8 mmHg na pressão sistólica”, cita o clínico médico.
Segundo Wendel, a redução do sódio na alimentação se destaca entre os hábitos pela praticidade e pelo impacto direto. “Menos alimentos ultraprocesados e temperos industrializados já pode oferecer benefício relevante”, enfatiza. Ele detalha a respeito das vantagens de adotar a dieta DASH com relação ao controle da pressão arterial.

“Estudos mais robustos apontam que a dieta DASH — rica em frutas, vegetais, grãos integrais e laticínios com baixo teor de gordura — pode alcançar reduções próximas de 7 mmHg, sendo uma das estratégias mais eficazes quando bem aplicada”, ressalta o cardiologista e clínico médico.
O especialista reitera sobre “não existir uma intervenção isolada superior a todas as outras”. Ele emenda: “Os efeitos são complementares e somam entre si”.
Wendel frisa que perder peso reduz em média 1 mmHg a cada quilo eliminado, enquanto a prática de exercício físico regularmente também promove quedas significativas na pressão arterial.
O cardiologista defende que a estratégia mais recomendada é não buscar “o melhor hábito”, mas sim identificar quais mudanças são mais viáveis de modo particular e sustentá-las ao longo do tempo. “Na prática, é a combinação desses fatores, e não um único deles, que realmente reduz o risco de complicações cardiovasculares”, garante. (Metrópoles).

Graduado em Jornalismo, Luiz Antonio Morais é pós-graduado em Design Gráfico e Publicitário. Mantém o blog desde 2008, um dos mais antigos do Estado.





