Médico diz se existe um hábito que mais impacta no controle da pressão

O cardiologista e clínico médico Wendel Silva Issi explica se há um hábito mais eficaz em ajudar no controle da pressão arterial

Recentemente, a coluna Claudia Meireles publicou sobre o suco com maior potencial de ajudar a controlar a pressão arterial: o de beterraba. Devido a procura dos leitores pelo assunto, questionou-se o cardiologista Wendel Silva Issi para saber: existe um hábito em específico e que mais impacta na regulação desse índice?

De acordo com o médico, controlar a pressão arterial “não depende de um único hábito milagroso”. O especialista da Clínica Saint Moritz, de Brasília (DF), salienta que “frear” a força com que o sangue exerce contra a parede das artérias requer “adotar um conjunto de atitudes consistentes no dia a dia.”

O médico aponta que adotar um conjunto de estratégias ajuda a reduzir a pressão arterial, e não somente um hábito em específico

A pressão alta acontece devido a uma combinação de fatores genéticos e estilo de vida, incluindo obesidade, sedentarismo, rotinas alimentares pouco saudáveis, tabagismo, além do excesso de álcool e estresse

“As evidências mostram que medidas como reduzir o sal, adotar a dieta DASH [plano alimentar rico em nutrientes e focado na redução da pressão arterial e melhora da saúde cardiovascular], perder peso e praticar atividade física têm efeitos semelhantes, com quedas médias de 4 a 8 mmHg na pressão sistólica”, cita o clínico médico.

Segundo Wendel, a redução do sódio na alimentação se destaca entre os hábitos pela praticidade e pelo impacto direto. “Menos alimentos ultraprocesados e temperos industrializados já pode oferecer benefício relevante”, enfatiza. Ele detalha a respeito das vantagens de adotar a dieta DASH com relação ao controle da pressão arterial.

O cardiologista ressalta que praticar de 90 a 150 minutos por semana de atividade física favorece a redução da pressão arterial

“Estudos mais robustos apontam que a dieta DASH — rica em frutas, vegetais, grãos integrais e laticínios com baixo teor de gordura — pode alcançar reduções próximas de 7 mmHg, sendo uma das estratégias mais eficazes quando bem aplicada”, ressalta o cardiologista e clínico médico.

O especialista reitera sobre “não existir uma intervenção isolada superior a todas as outras”. Ele emenda: “Os efeitos são complementares e somam entre si”.

Wendel frisa que perder peso reduz em média 1 mmHg a cada quilo eliminado, enquanto a prática de exercício físico regularmente também promove quedas significativas na pressão arterial.

O cardiologista defende que a estratégia mais recomendada é não buscar “o melhor hábito”, mas sim identificar quais mudanças são mais viáveis de modo particular e sustentá-las ao longo do tempo. “Na prática, é a combinação desses fatores, e não um único deles, que realmente reduz o risco de complicações cardiovasculares”, garante. (Metrópoles).

 

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O Editor

Graduado em Jornalismo, Luiz Antonio Morais é pós-graduado em Design Gráfico e Publicitário. Mantém o blog desde 2008, um dos mais antigos do Estado.

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