Segue o jogo! Impasse na FMF se arrasta e STF aposta em acordo para normalizar entidade

A crise institucional na Federação Maranhense de Futebol (FMF) permanece sem definição, apesar de uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A entidade segue sob intervenção judicial, com a manutenção do afastamento do ex-presidente Antônio Américo e de outros 16 dirigentes, conforme determinação do ministro Flávio Dino, relator do caso.

Na mesma decisão, Dino confirmou Susan Lucena como administradora provisória da FMF e estabeleceu a realização de uma audiência de conciliação até março de 2026.

O objetivo é buscar uma solução definitiva para o impasse, que ocorre em meio à pressão exercida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pela FIFA, enquanto o Judiciário retomou suas atividades após o recesso encerrado em 20 de janeiro.

Susan Lucena como administradora provisória da FMF

O ministro Flávio Dino analisou a Reclamação Constitucional nº 85.536, apresentada por Antônio Américo, e decidiu manter o afastamento do ex-dirigente e dos demais integrantes da diretoria da FMF.

Além disso, confirmou a permanência de Susan Lucena à frente da administração da entidade, mesmo após o término do prazo inicial de 90 dias previsto para sua nomeação.

Segundo o entendimento do STF, a medida busca resguardar o interesse social sem comprometer a autonomia do sistema desportivo, alinhando-se à jurisprudência firmada pela Corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.580/DF.

AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO SERÁ DECISIVA

Como próximo passo no processo, o STF determinou a realização de uma audiência de conciliação em São Luís, com prazo até março de 2026.

A participação será obrigatória para: Antônio Américo, ex-presidente afastado da FMF; Confederação Brasileira de Futebol (CBF); Ministério Público do Maranhão (MPMA) e Susan Lucena, administradora provisória da entidade.

Antes da audiência, a administradora provisória deverá apresentar um relatório detalhado sobre as irregularidades identificadas durante o período de intervenção.

A intenção do encontro é definir um cronograma que permita encerrar a intervenção judicial e restabelecer a normalidade institucional da federação, dentro dos parâmetros legais, constitucionais e estatutários.

COMO COMEÇOU A INTERVENÇÃO NA FMF

A intervenção judicial na Federação Maranhense de Futebol teve início em 4 de outubro de 2025, por decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

Na ocasião, toda a diretoria da FMF foi afastada, incluindo Antônio Américo, além do Instituto Maranhense de Futebol (IMF), presidido por Sílvio Arley Brito Fonseca.

A medida atendeu parcialmente a um pedido de tutela de urgência apresentado pelo Ministério Público do Maranhão, no âmbito de uma Ação Civil Pública que apontou graves irregularidades administrativas e financeiras na gestão da FMF e do IMF, além de falta de transparência.

PRESSÃO DA CBF E ALERTA DA FIFA

Durante o andamento do processo, a Justiça rejeitou pedidos feitos pela CBF que buscavam barrar a continuidade da intervenção.

Entre as tentativas, estava a substituição de Susan Lucena por Milton Dantas de Farias Júnior, presidente da Federação Sergipana de Futebol e vereador em Aracaju.

Em paralelo, a FIFA encaminhou uma advertência formal à CBF, alertando para o risco de sanções internacionais caso a intervenção judicial seja mantida.

O comunicado, assinado por Elkhan Mammadov, diretor executivo de associações da entidade, cita os artigos 14 e 19 do estatuto da FIFA, que tratam da obrigatoriedade de autonomia administrativa das federações filiadas.

De acordo com a entidade máxima do futebol mundial, o descumprimento dessas normas pode resultar em punições severas, incluindo a suspensão do futebol brasileiro de competições internacionais, como a Copa do Mundo, mesmo que a intervenção não tenha sido provocada diretamente pela CBF.

Com a audiência de conciliação definida como o próximo passo, o futuro da Federação Maranhense de Futebol segue condicionado à construção de um acordo que equilibre as determinações da Justiça brasileira com as exigências das entidades que comandam o futebol no país e no cenário internacional. (O Informante)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O Editor

Graduado em Jornalismo, Luiz Antonio Morais é pós-graduado em Design Gráfico e Publicitário. Mantém o blog desde 2008, um dos mais antigos do Estado.

Mande sua sugestão de conteúdo.
E-mail: luizantoniomorais2019@gmail.com

YouTube Sotaque

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade